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O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro foi premiado com a maior exposição já feita sobre o trabalho do fotógrafo paulistano Vik Muniz. Fica em cartaz até o dia 8 de março. Vik gosta de dizer que “ele levou 17 anos para fazer sucesso da noite para o dia.” Iniciou sua carreira nos anos 70, mudou-se para Nova York em 1983, mas foi em 1995 que ganhou seu primeiro grande reconhecimento. Naquele ano, Vik conseguiu emplacar seu trabalho em duas galerias pequenas – ainda assim, numa delas, suas obras estavam tão escondidas, que quase tocavam o chão. Tratava-se da série “Crianças de Açúcar”, onde imagens de crianças eram formadas por açúcar e depois fotografadas por Vik. Seu talento, no entanto, não escapou dos olhos de Charles Haggan, um crítico de artes do New York Times, que flanava pela galeria sem deixar escapar nenhum detalhe. Sua belíssima resenha no jornal mais poderoso do mundo foi o passaporte para aquisições das obras de Vik pelos museus nova-iorquinos Metropolitan Museum of Art e Guggenheim. Já o Museu de Arte Moderna (MoMA) logo lhe escalou para a exposição New Photography, uma grande porta para o mundo nova-iorquino da fotografia. Mas o segundo sucesso de Vik foi justamente manter o primeiro. Treze anos e inúmeras obras e exposições mais tarde, ele é considerado um dos artistas mais produtivos e valorizados de sua geração. O prestígio é tal que em dezembro de 2008 assinou a curadoria da nona versão exposição Artist’s Choice, ou Escolha do Artista, um projeto que o MoMA criou em 1989 onde artistas exercem, individualmente, o papel de curador, garimpando o acervo com liberdade total para expor obras alheias - uma oportunidade dada pela primeira vez a um brasileiro. A arte de Vik diverte e instiga. Ao transformar açúcar, chocolate, brinquedos, sucata, diamantes, macarrão e revista picada em portraits ou imagens como cenas mitológicas – para depois fotografá-as - ele brinca com conceitos e metáforas. Casar diversas mídias tornou sua marca registrada. “Vik é um artista internacional, e seu trabalho é generoso – ele oferece algo tanto para alguém que vê uma obra pela primeira vez, quanto para um colecionador de arte”, diz Meg Malloy, uma das sócias da galeria Sikkema Jenkings & Co., que representa Vik em Nova York. “Suas obras levantam questões como a representação e o ato de olhar”, acrescenta ela, revelando que o preço das obras de Vik começam em nove mil dólares. Hoje, as fotografias feitas por Vik Muniz fazem parte de acervo particulares e de galerias em San Francisco, Madri, Paris, Moscou, Tóquio, e, claro, na capital paulista, onde é representado pela Fortes Villaça. A lista de museus incluem o Tate Modern e o Victoria and Albert Museum, em Londres, o Getty Institute em Los Angeles, e o MAM em São Paulo. Sua relação com os museus é tão boa, que em 2008 ele criou a mostra VERSO, na qual reproduziu minuciosamente a parte de trás de obras como Noite Estrelada, de Van Gogh, La Grande Jatte de Georges Seurat e “Mulher Passando Roupa”, de Pablo Picasso. Para isso, ele passou dias nos acervos do MoMA, do Art Institute of Chicago e do Guggenheim de Nova York.” Bem relacionado com colecionadores, ele diz que a atual crise financeira vai afetar muito o mercado das artes. Mas acrescenta que nem tudo está perdido: “enquanto está todo mundo chorando, tem alguém que vende lenço”. |
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