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Perambular por museus de Nova York pode ser mais arriscado do que encarar um leão num safári africano. Por isso, há quem prefira flanar pelas galerias durante a noite. Sim, museus nova-iorquinos têm versão noturna, o horário predileto daqueles que precisam de um ambiente zen para apreciar as obras e dos turistas que não querem trocar as ruas e a luz do dia por lugares fechados. Além disso, essa é a hora em que os museus viram um grande agito social. Todas as noites de sextas e sábados, o mezanino do Metropolitan Museum of Art transforma-se num terraço com mesas espalhadas, onde pode-se jantar ou simplesmente saborear um bom vinho ao som de música clássica ao vivo. Freqüentado por locais e amantes da arte, a partir de maio, o museu ainda abre o seu roof garden, ou cobertura, para a happy hour com exposições de esculturas e vista para o Central Park. Para uma noite de sexta ainda mais romântica, vale visitar a Frick Collection, que a partir das 18h30 serve vinho em seu belíssimo jardim interno. Já os badalos do Museu de História Natural acontecem em seu anexo, o planetário Rose Center for Earth and Space. No Brooklyn Museum of Art os dias de festa são os primeiros sábados de cada mês. A partir de 18 horas, a entrada é grátis e o First Saturdays reserva uma intensa programação que inclui música clássica, leituras, filmes e até DJs que deixam o som rolar até as 23 horas. Um dos grandes atrativos dos passeios noturnos aos museus é o preço do ingresso. Em vários museus o visitante paga quanto quer a partir de determinada hora. É o que eles chamam de pay what you wish – uma grande economia, considerando que o valor dos ingressos pode chegar a US$ 12 por pessoa durante o dia. Três museus de arte moderna oferecem essa promoção nas noites de sexta. No Whitney Museum of American Art todas as galerias estão sempre abertas. No Guggenheim Museum as bandas se apresentam no centro da famosa rotunda, no térreo do museu. Além das galerias, ficam abertos o café, cuja parede é toda revestida de fotos em preto-e-branco, e a loja. Já o Museu de Arte Moderna (MoMA) leva crédito por oferecer grandes embalos de sexta à noite – a música ocorre na cafeteria e, também pelo preço que quiser, se vê de Van Gogh a Vik Muniz nas diversas galerias. Vale a pena se programar e aproveitar que Picasso, Monet e Andy Warhol, quando estão em Nova York, nem sempre vão para cama cedo.
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